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terça-feira, 25 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Valores invertidos
Por João Rodrigo Weronka
Para finalizar esta pequena série de artigos, partirei para um texto um pouco mais ‘crítico’, uma vez que nos dois textos anteriores, tratei diretamente sobre aquilo que, em suma, deveria estar presente nas canções entoadas nas igrejas em nosso país.
Considerando que a música na igreja precisa cumprir seu propósito, precisamos analisar melhor aquilo que tem sido tocado nos altares bem como o que se ouve nas produções de alguns ‘artistas gospel’. Estou fazendo um apelo em especial para liderança. Atenção à sua responsabilidade nesta área!
Não vou entrar no mérito de analisar condutas pessoais de cantores, sejam pessoas desconhecidas ou mesmo os pop stars gospel. Me atento ao ensino, a doutrina, a mensagem transmitida nas canções, tanto de famosos como de meros desconhecidos, que, sejamos francos, estão aí no mercado buscando seu lugar ao sol.
Não sou músico, não sei tocar instrumento algum. Também não sei cantar, sou desafinado até batendo palmas. Mas como tudo no âmbito da igreja precisa e depende da aprovação das Escrituras, estou no completo direito bíblico de examinar a mensagem. Até por que, música também é uma ‘pregação’.
Portanto, tome por base, por aquilo que você ouve, se tais pregações são edificantes, se engrandecem o nome de Deus, se estão comprometidas com a Bíblia, se estão em sintonia com a doutrina cristã, e se de fato, o Senhor é adorado e louvado nelas.
Existe um princípio que precisa ser adotado na igreja em nossos dias – urgentemente. Para que exista um momento de culto, de louvor e adoração, precisamos dos elementos para tal: o meio de adoração (música, canto, palavras, expressões, etc), o adorador (pessoa e pessoas), e – evidente – o Adorado. Todas as vezes que o primeiro ou segundo elemento estão em evidência que ‘ofusca’ o Adorado, não existe culto.
O que quero dizer com isso? Que se em nossas canções o centro não é Deus, Ele não está sendo adorado! Se os feitos que são enaltecidos não são os feitos de Deus, logo, Ele não está sendo louvado!
Vamos aos exemplos?
Canções com repetições ao extremo, músicas de dois versos que duram dez minutos (mantras gospel), letras antropocêntricas onde o homem, seu prazer e conquistas são o foco, letras traduzidas mal feitas e desconexas, erros de concordância, gramática e tempos verbais, enfim, a lista vai longe no mercado das aberrações.
Com a desculpa de “é pra Deus, e de todo o coração”, nossa geração está produzindo um legado horripilante!
Veja só (os destaques em caixa alta sempre serão meus):
Quero subir em Teu colo
COMO CRIANÇA ME EMBRIAGAR
No Teu amor
Alguns chamam esta letra de “melô da criança bêbada”. Não se acha nas Escrituras respaldo para uma música assim (mesmo com licença poética).
Em nome da adoração extravagante, o culto racional é diluído (Rm 12.1).
Já posso ouvir o som, o som,
De abundante chuva (4x)
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
CHUVA, CHUVA, CHUVA
Elementos da natureza são apreciados em demasia pelos extravagantes. Houve a época recente em que a cada 10 letras, 20 tinham a palavra ‘chuva’. É uma prova contundente que boa parte do mercado da música sempre anda – ou dança? – ao embalo da mesma moda. Nada se cria, tudo se copia.
Pela fé posso clamar
Pela fé posso enxergar
Pela fé posso tocar
Pela fé, pela fé
Não há muralhas que ficarão de pé
Diante de mim
Estou firmado em Cristo pra sempre
Tenho a luz em mim
Pela Fé…
Eis um exemplo clássico onde a perniciosa Confissão Positiva invadiu o campo musical para espalhar seus devaneios. O mais interessante desta letra é que não se fez menção alguma sobre a fé salvífica, sobre o dom gracioso de Deus atrelado a salvação (Ef 2.8). A mensagem da cruz ficou de lado para que ‘as muralhas caiam diante de mim’. Músicas antropocêntricas para massagear o ego das massas.
Quem te viu passar na prova
E não te ajudou
Quando ver você na benção
Vão se arrepender
VAI ESTAR ENTRE A PLATEIA
E VOCÊ NO PALCO
Vai olhar e ver
Jesus brilhando em você
Quem sabe no teu pensamento
Você vai dizer
Meu Deus como vale a pena
A gente ser fiel
Na verdade a minha prova
Tinha um gosto amargo
Mas minha vitória hoje
Tem sabor de mel
Está música é o clássico exemplo das canções triunfalistas entoadas por aí. Existe um estereótipo de cantora e letras que remetem sempre para a mesma ideologia “da vitória”. Em minha opinião, este é o hino máximo do culto antropocêntrico. E pior que isso, é um tributo à vingança. Talvez o leitor me considere um exagerado, mas quando ouvi tal música e li sua letra não percebi outra coisa na mesma senão o explicito sentimento de vingança. Convém ao cristão tal espírito vingativo?
VAI TUDO VIRAR CRENTE
Líderes de êxito
Apaixonados por Jesus
VAI TUDO SER VALENTE
Totalmente dependente de Deus
Com a necessidade de encaixar rimas sem sentido, os “levitas” criam letras que ferem até mesmo a conjugação verbal. Fracas teologicamente, sem glorificar a Deus e cheias de erros de português. O que tal letra agrega?
Ligue pro Senhor, que Ele o atende
Não tem secretária, é o sobrenatural
Ligue pro Senhor, que Ele é seu sustento
LIGUE, LIGUE AGORA, QUE É 0800
Sem comentários.
***
Percebe? Percebe que na ânsia de entreter as massas tais “artistas” mesclam conceitos, criam aberrações doutrinárias, promovem a Teologia da Prosperidade, focam o homem, seus desejos e vontades, e se esquecem de Deus e Sua santa Palavra?
Nada contra o contemporâneo, mas em nome do novo, cria-se mero entretenimento, e sejamos francos, Deus não é entretenimento, nem Seu Reino, nem Sua glória.
Nesta onda estranha, os valores são invertidos, e o Adorado torna-se um servo da igreja, para deleite de homens.
Basta!
Fonte: Napec
"A música da Igreja"
Por João Rodrigo Weronka
"Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças." [Apocalipse 5.12]
Introdução
O que é louvor? O que é adoração? Um é complemento do outro? Por que chamam esta área na igreja de Ministério de Louvor e Adoração?
Muitos cristãos – e a maioria dos ministros – tem certa dificuldade em dar uma definição a estes termos e aplicá-los no dia-a-dia e no ministério onde atuam. Muitos são os que confundem a definição destes termos com o ritmo musical adotado; por exemplo, acreditam que canções cuja musicalidade e ritmo mais lentos e suaves são canções de “adoração” e que as músicas mais pesadas e agitadas são as de “louvor”.
Até mesmo em lojas de artigos cristãos os CDs, DVDs e ministérios são separados desta forma, onde determinado CD é classificado como de adoração e outro é chamado de louvor. Afinal de contas, o que significa cada termo? Qual a importância de sabermos isso? Qual a relevância?
Adoração
Todos nós temos a real consciência que a adoração é um estilo de vida; nossas vidas devem ser constantes meios de adoração ao Senhor. Sabemos que não é preciso estar no ambiente de quatro paredes do templo para adorarmos o Senhor. Não é o local que nos faz adorador, mas a atitude de uma vida voltada para Deus e para constante glorificação de Seu nome.
Podemos resumir de modo muito objetivo: adoração é o que fazemos para o Senhor exatamente por quem e como Ele é.
Deus é tão esplendido e maravilhoso que é difícil (ou mesmo impossível) dar um “rótulo” a Ele. Quando adoramos o Senhor numa canção ou oração, fazemos isso para glorificá-Lo por quem Ele é, exaltando sobremaneira os Seus eternos atributos, tais como auto-existência, auto-suficiência, eternidade, imutabilidade, infinidade, onisciência, onipotência, onipresença, soberania, sabedoria, bondade, graça, misericórdia, longaminidade, santidade, justiça, fidelidade, etc.
As Escrituras nos dizem sobre a verdadeira adoração ao Senhor, que deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.23-24); existe um número sem fim de músicas que cantam este versículo, mas qual o significado profundo desta expressão?
Uma canção com traços de adoração é aquela que atribui a Deus o valor que somente a Ele é digno de ser dado. É aquela onde expressamos nosso profundo amor a Deus com a mais sublime sinceridade e autenticidade. Apenas Deus é digno de ser adorado. Apenas Ele e mais nada nem ninguém (Lc 4.8).
Louvor
O louvor é aquilo que fazemos a alguém em honra pelos seus feitos. A Bíblia Sagrada mostra que em determinadas circunstâncias às pessoas emitem louvores umas as outras, em tom de elogio. E isso de modo algum é uma desonra ao nome do Senhor, pelo contrário, pode numa atitude dessas emitir adoração ao Senhor.
Podemos levar como exemplo Rm 13.3; 1Co 11.2; 2Co 12.11. Nestes casos estamos considerando o louvor como expressão humana de elogio.
O louvor pode ser resumido como uma homenagem prestada a alguém. Focando nosso louvor ao Senhor, observamos nas Escrituras que louvamos a Ele pelas graças recebidas, pelos Seus favores e bênçãos. A Bíblia mostra uma enorme variedade de louvores ao Senhor (Lv 7.13; Sl 40.10; 104.33; 150; Cl 1.3).
Uma relação perfeita
O propósito de nossas canções deve ser sempre uma pura e genuína adoração ao Pai. Os louvores entoados por nossos lábios devem conduzir nossas vidas à prostração completa do coração.
E este caminho pode ser percorrido de muitas maneiras. As Escrituras apontam o louvor e adoração através dos meios:
● Palmas: Sl 47.1; 98.8; Is 55.12
● Levantar de mãos: Sl 63.4; 77.2; 1Tm 2.8; Hb 12.12
● Prostração: Ez 43.3; Ap 4.10; Sl 95.6
O aspecto externo deve ser organizado, bem feito e coerente, seguindo o dom de cada um, mas nunca devemos nos esquecer que o Senhor esquadrinha os corações (Rm 8.27; 1Co 2.10), e é de lá que emana o perfeito louvor e adoração.
Fonte: Napec
A música na igreja
Por João Rodrigo Weronka
Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. [Salmo 106.1]
É de consentimento geral que a música é um poderoso instrumento de comunicação. Num sentido amplo, através da música, as mais diferentes mensagens são divulgadas, culturas são difundidas, ideologias propagadas e gerações marcadas. A música tem um potencial impar de comunicação.
Ao voltarmos nossa atenção para a aplicação da música no culto cristão, devemos nos atentar para que esta possa manter suas características fundamentais bem como que possa cumprir com os propósitos dentro da estrutura do culto.
Mas afinal, que características são estas e que propósitos são estes?
O Papel da Música na Igreja
Na grande maioria das igrejas, os cristãos estão habituados a um modelo de culto onde existe um período musical que antecede a pregação e exposição da Palavra de Deus. Este período é convencionalmente chamado de “período de louvor e adoração”, ou simplesmente “louvor”. Este tempo especifico possui uma potencialidade que muitos cristãos ignoram. É neste momento que expressamos todo prazer em estar na presença do Senhor bem como todo o amor que sentimos por Ele.
O Espírito Santo deve ser o “regente mor” no culto, tendoem vista que Ele, como Consolador prometido, cumpre com o papel de condutor das pessoas a Jesus, levando o pecador ao Senhor (Jo 14.16-17; 15.26; 16.7-14).
Quando o louvor é fundamentado nas verdades bíblicas, potencializamos a mensagem da salvação, alcançando corações aflitos, fluindo alegria de tão grande salvação e glorificando o Senhor. Como uma mola mestra, o louvor impulsiona toda a congregação no estabelecimento da unidade genuína como corpo. Nesta singular unidade, juntos, adoramos o Senhor (Cl 3.15-16).
A igreja sempre fez uso de cânticos e hinos, seja no presente, na longa história da igreja cristã, na igreja primitiva ou no porvir (Rm 15.9; 1Co 14.15; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13; Ap 5.9; 14.13). Mas para que o louvor atinja o êxito, é preciso assimilar alguns simples princípios que fazem toda diferença.
Quanto às Características
Vivemos dias em que tudo que recebe o rótulo de “gospel” é automaticamente aceito pela maioria dos crentes como algo verdadeiramente digno de crédito. Não sejamos incautos! Precisamos, em todas as áreas de nossa vida cristã, seguir o exemplo dos Bereanos (At 17.11). Seja sincero consigo: alguma vez você já parou para analisar aquilo que ouve e canta?
a) Ensinar Verdades Bíblicas
As músicas que cantamos precisam estar impregnadas de significado. A conformidade com a Palavra faz da música um instrumento de edificação. Letras sem sentido são simplesmente ritmos e mero entretenimento. Ao cantarmos das verdades bíblicas, lançamosem música a Palavrade Deus aos corações, a verdade cantada liberta, e por intermédio do Filho (que é a própria Verdade – Jo 14.6) somos livres, verdadeiramente livres (Jo 8.32;36)! Quantos de nós carregamos ainda hoje, trechos de músicas cantadas nos primeiros passos na fé, mantendo trechos bíblicos cantados naquela ocasião ainda vivos no coração?
b) Abençoar o culto unindo os crentes
O período de louvor tem também a característica de unir os crentes no mesmo propósito, ou seja, a unidade dos santos louvando e adorando o Deus Todo-Poderoso. Este período tão importante edifica, consagra, exorta, reconcilia. Ao estarmos congregados, de modo algum estamos “assistindo” o culto, mas participando de modo ativo, cultuando a Deus. Da mesma forma que não existe uma platéia assistindo o culto, não existem artistas sobre um tablado fazendo um show de exibicionismo humano. Precisamos entender que não existe separação entre os que estão ministrando sobre o altar e os que estão na nave da igreja (2Cr 20.26a; Sl 126.3).
Quanto ao Propósito
Dia-a-dia, cada cristão, independente de seu talento ou dom, ou do ministério onde atua, precisa ter em mente qual fator motivacional, qual o propósito de sua dedicação e amor no Reino de Deus.
Glorificar a Deus, acima de todas as coisas, o propósito central é a glorificação do Deus Vivo. O Senhor quer ser adorado por Seus filhos (Jo 4.23-24). O que Ele espera de nós é algo genuíno, puro e sincero. Glorificamos o Senhor quando,em nossos cânticos O louvamos por aquilo que tem feito, por Suas grandes obras, por quem Ele é (Ed 3.11; Sl 145.3-7).
Tomemos por exemplo o Salmo 19, que segundo a opinião do grande teólogo C.S. Lewis é o mais poético de todos os Salmos; um dos mais belos poemas do mundo. Tal Salmo possui uma estrutura muito simples, porém de profundidade de grande valor. Ele mostra como Deus criou tudo (v. 1-6), como legislador de Israel (v. 7-10) e que Ele deseja ser o Redentor individual de cada um (v. 11-14). Que bom é ter a oportunidade de louvar e adorar o nosso Deus! Quão belo é cantar as verdades gloriosas contidas neste Salmo!
Poderíamos fazer ainda menção de muitos outros textos bíblicos ou mesmo de fatos de nosso cotidiano que mostram o agir e personalidade de Deusem nossas vidas. Muitossão os fatos que demonstram e atestam que nosso dever é ter a glorificação de Deus como propósito central. Dentro de todos os lindos textos dos Salmos, podemos destacar mais um: o Salmo 103. Neste Salmo, Davi enfatiza Deus e seu relacionamento com o ser humano. Deus não é um ser distante e terrível, ou mesmo uma energia cósmica que vaga no nada. Ele não é um relojoeiro que simplesmente criou o todo e se ausentou, deixando sua criação a esmo. Não! Ele é um Deus pessoal, que deseja estar conosco. Entendamos o principio do temor – que não que dizer que devemos ter medo de Deus – mas sim que devemos amá-Loem todo o Seuzelo (Ex 20.5; Is 48.11). Ele é digno sobre toda e qualquer coisa (Ap 4.11).
Ele Se aproximou de nós, o Criador de cada partícula do universo Se aproximou de cada um de nós para um contato e relacionamento pessoal, ansioso em nos perdoar de toda iniqüidade, repleto de compaixão e misericórdia paterna, amando de modo incondicional e incessante a todos que se voltam a Ele e que nEle confiam.
Que cada um de nós tenha este pequeno texto como uma verdade prática em nossa vida: “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.” Rm 16.27.
Reflita:
a) As nossas canções glorificam e dão testemunho de Deus ou nós as escolhemos apenas por sua harmonia emotiva ou pelo seu ritmo?
b) Como podemos fazer para, no mínimo, tentar viver em conformidade com aquilo que cantamos?
Fonte: Napec
terça-feira, 29 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
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