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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Clássicos Cristãos - (Be thou my vision)

Be Thou My Vision (Tradução)
Seja minha visão, Ó senhor do meu coração
Nada é tudo para mim; somente Tu és.
Meu melhor pensamento de dia e de noite
Assim como caminhando e dormindo em Tua presença, Minha luz.
Seja minha sabedoria, seja minha verdadeira palavra!
Seja tudo em mim e esteja eu sempre contigo, Senhor!
Seja meu grande Pai e eu teu verdadeiro filho!
Seja minha morada e eu contigo um!
Seja meu escudo, minha espada para a batalha!
Seja minha armadura, seja minha verdade!
Seja o abrigo de minha alma, seja minha fortaleza!
Ó levante-se, grande poder de meu poder!
Riquezas eu não acato, nem louvor do homem vazio.
Seja minha herança, agora e sempre!
Tu és o único e  primeiro no meu coração!
No reino dos céus, tu és o meu tesouro!
Alto Rei do Céu, luz do sol do céu...
Ó conceda-me suas alegrias depois da vitória ganha...
Grande coração de meu próprio coração!
Em qualquer infortúnio, permaneça sendo a minha visão, Ó governante de tudo!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Clássicos Cristãos - "Manso e Suave"

Clássicos Cristãos - "Mais Perto Quero Estar"

Clássicos Cristãos - "Amazing Grace"

Clássicos Cristãos - "Vós Criaturas"

Hinos Clássicos

É curioso notar que usamos com frequência a palavra “clássico” quando classificamos uma obra artística, ou designamos uma espécie de “categoria” a que pertence a obra. Dizemos: “este livro é um clássico!” ou ainda, “esta música é clássica, não popular”. Da mesma maneira, denominamos certos hinos cristãos, como “hinos clássicos”. No entanto você já se perguntou o que significa, em termos valorativos, essa designação? Que torna uma obra um “clássico”? Uns pensam em hinos compostos há muitos anos, por autores famosos e estrangeiros, que “merecem” receber essa “posição”. Assim, reservam a esses hinos um lugar bem elevado na hinódia cristã, mais para ser reverenciados do que usados nas reuniões cristãs ou mesmo no cotidiano. Outros já são condicionados a pensar que “hino clássico” é antiquado, retrógrado e conservador. A frase desses geralmente é: “Hino clássico é coisa do passado! É música para os velhos…”, ou coisa parecida. Será?
O dicionário Aurélio nos traz duas definições bastante esclarecedoras da palavra “clássico”: “3. Da mais alta qualidade, modelar, exemplar” [...] e “4. Cujo valor foi posto à prova; tradicional, antigo”.

John Nelson Darby, reconhecido mestre cristão e autor de hinos do século XIX escreveu no prefácio do hinário inglês “The Little Flock” (O Pequeno Rebanho, 1881) que “três coisas são necessárias para um hino: (1) base na verdade e no ensinamento saudável, (2) espírito poético, embora não seja poesia propriamente dita, e (3) entendimento experimental da verdade na área afetiva. [...] Os hinos devem ser simples, cheios de Cristo e do amor do Pai e, em certa medida, elevados, de maneira que não sejam mera prosa”. Podemos ver por essas breves definições que o mais importante no hino, independente da época em que foi escrito, é seu conteúdo espiritual. Além disso, sua melodia deve ser expressiva e coerente com o texto, com forma equilibrada. O estilo do hino também é muito importante, pois trata-se de sua identidade ‑ “ritmos da moda”  e musicas fáceis, com certeza, tornam um hino transitório e de qualidade inferior.

Vemos, portanto, que um hino “clássico”, ao contrário do que pensamos, não é obsoleto, antiquado ou ultrapassado. Antes, é profundo em qualidades, elevado em conteúdo, renovador e sempre atual, capaz de suprir os filhos de Deus por várias gerações, sem que suas riquezas sejam esgotadas, pois, quanto mais é cantado, mais novo se torna. Um hino dessa categoria possui, intrinsicamente, o próprio Cristo, rico, amplo e abrangente!

Por: Luís Eduardo Corbani ( Maestro, compositor e arranjador)