A proposta é: cada um observa e depois dá a sua opinião, a sua visão... o seu sentimento sobre cada foto. Vamos ver o quanto as opiniões se assemelham ou divergem...
Afinal, cada um tem o seu olhar a respeito do mundo e da vida!
Pode deixar uma frase ou apenas uma palavra...
Mas, não deixe de participar, rs.
Bem...vou deixar aqui o meu comentário em algumas delas...
aguado os seus...
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(Amizade e fidelidade)
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(Acho que é um pai indo pra guerra e pensando se vai voltar a ver os filhos)
"Deus começou a cuidar da minha rebeldia através de Seu imenso amor. Ele começou a ensinar-me a ouvir a sua voz". Rosalina Rinker
Há alguns anos, que juntamente com alguns amigos temos valorizado grupos caseiros, onde buscamos a comunhão uns com os outros, compartilhamos a Palavra e desenvolvemos os dons, que graciosamente nos concedeu o Deus cheio de amor.
Em um desses encontros, refletimos sobre o amor que Deus tem por cada um de nós, e fomos invadidos por uma presença preciosíssima, levando-nos à conclusão que o importante não é somente ter a convicção de que somos amados e sim perceber essa verdade no dia-a-dia. Relacionamento para além do saber.
Brennam Maning escreve que: "Uma coisa é saber que Jesus Cristo nos ama, outra bem diferente é perceber isso". Experimentamos com maior intensidade esse amor, afastando-nos da agitação cotidiana para ficarmos com Deus. Buscando no decorrer do dia, tempo para colocarmos a alma e o espírito diante Dele.
No contexto da vida moderna, podemos ter esses momentos enquanto dirigimos em meio ao trânsito , que hoje atinge não somente as metrópoles, mas também as cidades menores; durante uma caminhada, apreciando uma simples xícara de café, em um lugar tranquilo em nossa residência ou durante um banho restaurador.
A questão é que alguns de nós somos bombardeados por inúmeras coisas que tentam impedir a entrada deste amor no nosso interior. Olhamos interiormente e percebemos que em alguns momentos temos que ser limpos das decepções que temos tido com Ele. Ficamos decepcionados porque não fomos atendidos em um pedido ou simplesmente por causa de uma frieza de âmbito espiritual. Ressentidos, ficamos insensíveis ao Amor.
Se estamos decepcionados, magoados e frios com Ele, precisamos ter uma conversa franca... Converse sobre o que está lhe incomodando... na presença do Amor.
Devemos buscar um caminho que nos leve a escutar nossa interioridade com singeleza e honestidade.
Precioso o que escreveu Anselm Grün, quanto a expôr nossos sentimentos para Deus: "Ter uma relação de intimidade com Deus significa exprimir-lhe realmente todos os sentimentos que tenho dentro de mim e que, frequentemente, estão escondidos, porque eu mesmo tenho medo deles".
Compartilhe tudo, busque orientação e se deixe levar pelo pensamento de que não existe nada sem importância ou trabalhoso que não possamos apresentar a Deus.
Wayne Jacobsen sugere que peçamos para que Deus nos revele um amor maior do que a visão equivocada que estamos tendo Dele, e aguarde a libertação do que tem causado a falta de percepção.
Não podemos ficar alienados da Presença. Deus nos chama para um relacionamento pessoal. Dallas Willard escreveu que:
"O poder sustentador da Presença Amada vêm agindo por toda a história da humanidade: afofa o leito da enfermidade, transforma a morte em triunfo, restaura corações e relacionamentos partidos, traz glória ao trabalho duro, à pobreza e à velhice e faz da fogueira ou cadeia do mártir um lugar de coroação".
Não tem como ficarmos longe. Não tem como ficarmos apenas no campo da existência divina. Existe algo a mais. Que brote em nós uma vontade profunda de estarmos com Ele, onde identifiquemos a Sua presença amorosa conosco.
Que a percepção nos lance para um relacionamento maduro e pessoal. Que a sensibilidade nos faça entender o Seu chamado. Que demoremos meditando na segurança do amor de Deus por nós. O seu amor cuida de nós!
"Porque ainda que ele me mate, continuo a esperar nele" - Jó 13.15 (Bíblia - A Mensagem)
Para Paulo Cezar do grupo Logos, a música cristã não pode abrir mão do conteúdo bíblico.
"Estamos conscientes de que, quando a performance ofusca o brilho do conteúdo, resultados superficiais são colhidos."
Expressão de louvor
Por Carlos Fernandes
O título desta entrevista é o mesmo de uma das canções mais conhecidas do grupo Logos. Mas também sintetiza parte importante da vida do pastor, cantor e compositor Paulo Cezar da Silva. Aos 60 anos de idade e com mais de
trinta de carreira – ou, conforme ele mesmo define, ministério –, Paulo é dos nomes mais conhecidos da música evangélica brasileira, de cuja evolução participa desde os anos 70. Foi naquela época que, ainda aluno do seminário Palavra da Vida, em São Paulo, formou um conjunto musical, já com a presença de Nilma, com quem acabou se casando. A iniciativa entre amigos deu origem, em 1979, ao grupo Elo, que marcou uma geração de crentes. Alguns de seus álbuns, como Calmo, sereno e tranquilo e Ouvi dizer, viraram clássicos, e Paulo Cezar, com sua poesia, uma referência.
A trágica morte do talentoso instrumentista Jayro Gonçalves, o Jayrinho, acarretou o fim do Elo. Mas Paulo quis seguir adiante. “Fui buscar consolo e inspiração na Bíblia”, conta. E foi das Escrituras que surgiu a ideia para batizar o novo grupo. “O nome foi escolhido por significar a palavra viva e por ter tudo a ver com nosso ministério, onde a Bíblia tem centralidade absoluta”, diz o artista. Com o Logos, Paulo Cezar legou ao público cristão 17 álbuns e pérolas como as canções Mão no arado, Portas abertas eAutor da minha fé. Compositor da maioria das músicas do grupo, o artista defende um louvor com conteúdo – coisa que, segundo ele, já não é prioridade. “A falta de conhecimento bíblico e os interesses comerciais estão na base da superficialidade”, resume.
Apesar da já longa jornada, o Logos não está parado no tempo. Com uma formação que vem se renovando ao longo dos anos, o grupo é a base de um ministério evangelístico cuja sede fica em São José dos Campos (SP). O Logos faz pelo menos três grandes viagens por ano, levando não apenas louvor musical, mas evangelismo, edificação espiritual e encorajamento às igrejas. Em janeiro, o Logos esteve na África, em ação missionária. Nesta entrevista a CRISTIANISMO HOJE, Paulo Cezar permitiu-se falar de coração aberto sobre o que pensa acerca da indústria musical, do próprio ministério e da Igreja. E não escondeu: “Sonho com bons músicos, crentes de verdade, que rendam seus talentos ao Senhor e testemunhem com suas vidas o caráter de verdadeiros adoradores.”
CRISTIANISMO HOJE – Você é um dos nomes mais conhecidos da música cristã brasileira, tendo acompanhado de perto sua evolução nos últimos 30 anos. O que mudou para melhor e para pior ao longo desse tempo?
PAULO CEZAR – Para melhor, acho que mudou a qualidade técnica. A evolução dos músicos, dos estúdios, dos instrumentos e do som é perceptível. As chances de alguém gravar e fazer um bom trabalho, hoje, são muito maiores do que antes. O que mudou para pior, com algumas exceções, foi o conteúdo, tanto do que se produz como do objetivo com que se canta. Atualmente, a chamada música evangélica, ou “gospel”, está sendo atacada de todos os lados. O mundanismo tomou o lugar da contextualização. Além disso, vemos a repetição de muitos jargões, palavras de ordem e mensagens de prosperidade.
Por que a música evangélica de hoje carece de conteúdo?
As músicas e tais tendências nos conduzem a nomes, mas eu não quero, de modo algum, reconhecer ou classificar adoradores. Afinal, se Deus os procura, quem sou eu para achá-los? Mas creio que as letras são escritas de acordo com várias influências. O conhecimento é um desses aspectos, e é importantíssimo. Ninguém, mesmo que queira, poderá escrever sobre o que não sabe. A falta de conhecimento ressalta a superficialidade e o apelo emocional. Em outras palavras, um compositor ou pregador superficial ficará contente diante de pessoas chorando no altar ou mãos erguidas no auditório – mesmo que os ouvintes não sejam salvos ou que seu caráter não seja mudado nos dias que se seguem. Outro aspecto é a razão. Responder conscientemente ao motivo pelo que se compõe é determinante para quem o faz. E isso é que faz toda a diferença!
Mas essa contextualização é boa ou não?
Acredito que essa tal contextualização tem levado compositores, escritores e pregadores a compor, escrever e dizer o que seus “clientes” gostam, e não o que precisam. Eles não percebem que, agindo assim, perdem a inspiração divina e a própria criatividade.
Ainda existe espaço para grupos de louvor com visão missionária, como Logos e Vencedores por Cristo?
Com toda certeza, ainda existe sim. O Senhor nos tem aberto portas em muitas denominações. Fazemos três grandes viagens todo ano, cada uma com duração de dois meses e meio, nas quais visitamos as igrejas diariamente. Nosso trabalho é evangelístico – e o que queremos é anunciar o Evangelho de forma séria, através de boa música e de mensagens claras e objetivas.
Como foi a viagem à África e como você avalia a realidade espiritual de lá?
Fomos convidados a participar de uma conferência para missionários brasileiros em Dakar, no Senegal. Resolvemos aproveitar a oportunidade para visitar também Guiné Bissau. Nos dois países, estivemos em igrejas, escolas e agências missionárias. Os missionários brasileiros que atuam lá choraram ao ouvir as músicas que foram usadas por Deus no seu próprio chamado ou em momentos marcantes de seu ministério. A realidade espiritual é a de um povo oprimido pela religiosidade. A tradição familiar é muito forte; ela tira a individualidade das pessoas, tornando muito difícil a absorção do Evangelho. Afinal, a Palavra de Deus apresenta uma nova tomada de posição espiritual. E uma mudança religiosa significa rompimento direto, não só com a religião predominante, mas, sobretudo, com a própria família.
O que você e o ministério Logos têm feito no sentido de dar contemporaneidade ao seu trabalho, evitando parar no tempo?
Bem, emprimeiro lugar, temos seguido o exemplo da Bíblia, nunca mudando a essência do que fomos chamados a ser e a fazer. Temos também procurado usar os instrumentos modernos em nossa música. Ao dizer isso refiro-me tanto aos instrumentos que são pessoas, quanto aos instrumentos que são coisas; porém, sempre tomando o cuidado de não permitir que um ou outro assuma o centro das atenções. Estamos conscientes de que, quando a performance ofusca o brilho do conteúdo, só resultados superficiais são colhidos.
Quais são os artistas que hoje atuam e que chamam sua atenção positivamente pela postura e pelo ministério?
Há vários adoradores no meio artístico. Eu prefiro não citar nomes para evitar injustiças, mas resumo minha resposta afirmando que os que chamam a minha atenção são aqueles que têm um compromisso verdadeiro com o Senhor e fazem de suas vidas a maior expressão daquilo que pregam.
É correto alguém dizer que a música é um ministério? Qual seria a base b´blica para tal afirmação?
Vivemos dias em que as nomenclaturas fazem parte de um complexo esquema organizacional. Não creio que isso, em si, seja mau. E é verdade que cada crente tem que achar o seu lugar funcional na obra. Mas a incompreensão do uso de um ministério pode trazer orgulho ou desajuste na função de alguns. A Palavra de Deus nos ensina sobre dons, serviços e ministérios. Entendo que existe aí uma sequência lógica, onde o dom é a capacidade espiritual que o Senhor dá a cada um, segundo o seu propósito, como, por exemplo, a misericórdia. Já o serviço é o meio pelo qual aquele dom é manifesto, como o diaconato. E o ministério é o que é executado no final dessa sequência. Quando isso é entendido, os ministérios voltam ao seu lugar de trabalho, perdendo a característica perigosa de ostentação.
E quando esse entendimento é jogado para escanteio em nome do mercado?
Se eu não tivesse certeza de que este veículo de comunicação circula na Igreja, pularia esta pergunta. Testemunhar de coisas que não são boas não me traz alegria. Acho que as coisas ruins que eu tenho testemunhado são frutos de falsas conversões e de distorções daquilo que alguns chamam de “ministério”: A ganância por posição, popularidade, fama e dinheiro é absolutamente antagônicos ao caráter do Reino de Deus e em momento algum reflete o ministério daquele em quem nos espelhamos, Jesus. Quando sei dos valores que alguns “homens de Deus” cobram para fazer algo “em nome de Jesus,” sinto-me enojado. Não fora minha consciência de ministério, eu me sentiria ultrajado como servo. Mas isso também não me surpreende; a Bíblia está repleta de admoestações relativas a esse tipo de pessoas. Muitos se escandalizam por um político que esconde dinheiro nas meias, não é? Pois isso é muito pouco diante de “servos” que o escondem no coração.
Com a decadência da indústria fonográfica gospel, qual o panorama que se desenha para o futuro? As grandes gravadoras e grupos do segmento estão com os dias contados?
Depende. Acho que, pela ordem natural das coisas, tanto a indústria como o comércio fonográfico terão que fazer adaptações severas. Alguns conseguirão sobreviver; outros, não. O uso da tecnologia moderna é um fator básico do desenvolvimento. As indústrias correrão sempre nessa direção e farão as adaptações necessárias para driblar a crise, abrindo assim um novo cenário. Creio ainda que, diante do mercado paralelo crescente – a pirataria – e com o advento da internet, os valores e condições de pagamento dos produtos dessa indústria se ajustarão a um modo cada vez mais pessoal, fácil e ágil, que satisfaça perfeitamente ao cliente. Isso acabará resultando em maior consumo.
Você tem uma postura crítica em relação à apropriação comercial da música evangélica, particularmente por parte das grandes gravadoras do segmento?
Não sou contrário a essa apropriação da música em si, porque os direitos de um contrato são mantidos por lei. Minhas críticas são por outros motivos. Tenho certeza de que a parte comercial de uma gravadora – evangélica ou não – sempre dará prioridade ao lucro. É o lucro que a fará conquistar o mercado, e por causa disso a visão ministerial, ainda que exista, será considerada em um plano inferior. Não vejo problema em que se venda a Bíblia no bar da esquina. Ora, qualquer um pode vender o que quiser; a diferença, para mim, está só na razão pela qual se faz isso. E é aqui que eu vejo o problema mais sério, quando o conteúdo de uma música realmente cristã não é o produto desejado para ser difundido pelas gravadoras chamadas evangélicas. Vale qualquer coisa, desde que resulte em grana! Então eu pergunto: Onde está a visão do Reino nesse negócio?
O Logos teve uma passagem pela Line Records, gravadora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus. O que representou para você aquela experiência?
Quanto à Line Records, sempre tive e tenho por ela profundo respeito. Nunca o Logos foi destratado ali e não há nada pendente em relação ao contrato que fizemos, que foi de distribuição. Tanto, que a previsão do contrato era de dois anos, mas nossa relação perdurou por mais quatro anos além do que foi assinado. Aqui, preciso ressaltar que, embora pessoalmente, discorde de certas práticas e costumes da Igreja Universal – algo, aliás, nunca escondido e respeitado em nosso relacionamento –, reconheço que eles foram sérios conosco, e somos gratos por isso.
Se uma grande gravadora propusesse hoje ao Logos um contrato vantajoso, qual seria sua resposta?
Olha, se uma gravadora vir o Logos como um grupo sério e maduro, que goza de respeito e aceitação por parte de várias denominações em todo país, não haverá impedimentos para uma aproximação. Temos princípios, mas nunca estamos fechados a contratos se a visão do contratante for de fato, ministerial, independentemente da competitividade artística do momento.
Como está a situação do ministério em termos de viabilidade financeira?
Bem, somos uma missão, e realmente sem fins lucrativos. Isso significa que sempre estamos com nossas contas em dia e nunca temos recursos antes de projetos. Funciona assim: temos projetos antes de recursos. Mas não estranho isso; acho que é coisa de Jesus, mesmo... Aprendemos com ele a ver pães e peixes serem multiplicados. Então, quando saímos, fazemo-lo como trabalhadores que o representam, e não como artistas e empresários.
Como é o seu processo de composição?
Eu componho após pensar: pensar na minha própria vida, na vida das pessoas, nas necessidades; e sempre trago essas coisas diante da Palavra de Deus, que me diz o que fazer, ou como ir adiante. Evidentemente que os talentos natos vindos do Senhor afloram e a excelência de quem quer adorar não permite a futilidade. Sei que, se eu for superficial e não verdadeiro, os resultados do que estou compondo serão também assim.
É dif´cil conciliar essa busca por autenticidade com a necessidade de vender CDs?
Veja, o comércio não é pecaminoso, como também o dinheiro não é. O que faço com ele é o que me diferencia. Não componho para ganhar dinheiro, mas sei que vender os trabalhos é o modo de fazê-los chegar a quem preciso atingir. Sabemos que o trabalhador é digno de seu salário. Não é pecado ser bem remunerado. As pessoas pagam entradas para assistir jogos de futebol, peças de teatro e filmes no cinema. Nada mais justo do que remunerar o artista segundo a arrecadação que ele mesmo produz. Mas fazer missões é outra coisa!
Na sua opinião, é lícito ao músico cristão tocar profissionalmente fora da igreja? Isso não seria desvirtuar o talento dado por Deus?
Vamos por partes. Primeiro, é preciso compreender que a música é um talento, e não um dom espiritual. Como talento, ela não é santa em si mesma. Há coisas lindas compostas por artistas descrentes. Depois, é preciso pensar que a música é também uma profissão artística reconhecida em todo mundo; portanto, qualquer pessoa que tenha esse talento pode exercer essa profissão, sendo crente ou não. Há, entretanto duas grandes observações aqui. A primeira é que o músico crente, como qualquer outro profissional que conhece Jesus, tem que ter a sua vida santificada ao Senhor. Isso implica no seu testemunho comum de crente e na santificação de seu caráter de forma geral. Então, se ele cantava palavrões ou obscenidades quando não era crente, agora, com Cristo, terá de mudar essas coisas. A outra observação tem mais a ver com o chamado ministerial, e creio ser este o ponto mais importante. Se um músico, após a sua conversão, receber de Deus um chamado de dedicação total à obra e atendê-lo, então, também como qualquer outro profissional, estará à disposição do Senhor para servi-lo e por ele ser sustentado, não mais como um artista lá fora, mas como um servo no lugar onde estiver servindo.
É cada vez mais comum músicos populares no segmento secular dizerem-se convertidos ao Evangelho, logo engatando uma carreira art´stica entre os crentes. Qual o resultado disso?
Se forem verdadeiramente convertidos pelo Espírito Santo, e, como consequência disso, deixarem-se discipular como qualquer outro pecador rendido ao senhorio de Cristo, poderão ser usados pelo Senhor, a despeito do que foram ou fizeram. Se assim não for, será simplesmente uma troca de posicionamento profissional.
Por outro lado, gravadoras seculares andam de olho e até contratando nomes mais expressivos do gospel nacional. Como um músico evangélico deve se comportar diante de uma proposta como essa?
Para qualquer músico eu diria que, caso a proposta seja boa, agarre-a com todas as suas forças. Mas, se o músico em questão for um crente verdadeiro, ele deve saber aproveitar a oportunidade, mas nunca negociando seus reais valores.
Sem uma igreja ou ministério provendo sustento, e sem pagar “jabá”, o grupo Logos ainda toca em rádios?
Acho que sim. Deus é fiel, não é? Ele nos deixaria viver para pregar para paredes? Acho que não! Então, nossa música será ouvida até que ele queira, mesmo que já não estejamos mais aqui.
Autor da minha fé é uma das composições mais conhecidas de seu repertório. A letra fala sobre a segunda vinda de Cristo, tema meio esquecido ultimamente. Você acha que a música evangélica no Brasil perdeu seu papel profético?
Não posso generalizar o que acontece nos púlpitos, até porque, devido ao trabalho de viagens evangelísticas, estou mais tempo pregando do que ouvindo pregações. Mas, com certeza, reconheço que o assunto não figura entre os temas mais abordados.
Como você vê a formação musical nas igrejas e nos seminários?
Há várias igrejas que estão trabalhando isso. Conheço também algumas escolas voltadas nessa direção. No seminário onde estudei, embora não se tenha, especificamente, ensinado sobre os temas louvor e adoração, recebi as bases para ser um verdadeiro adorador. E é isso que, desde então, tenho procurando ser. Mas o que tenho constatado é que a dificuldade maior hoje não está em treinar musicalmente os alunos, capacitando-os e ensinando-lhes posturas de um ministro de louvor. O problema é quais são seus modelos. Certamente, o que esses alunos considerariam como referência seriam aqueles que estão na mídia, fazendo shows. Eles desejariam imitar seus gestos, seus jargões, seu tipo de música e até suas roupas. Assim, se tivéssemos que prepará-los de acordo com a modernidade do ministério, teríamos que ensinar-lhes matérias como presença de palco, expressão corporal, vestuário artístico e um vocabulário de palavras de ordem, além de estimulá-los a moldar suas músicas ao que está “rolando” hoje. Mas é disso que a Igreja está precisando ou é isso que a está afastando cada vez mais do genuíno papel da música evangélica?
Você já disse em várias ocasiões que é contra a cobrança de cachês por cantores evangélicos. Como o ministério Logos se sustenta financeiramente?
O Logos nunca cobrou cachê, e por princípio nunca o fará. Em todos esses anos de trabalho, sempre usamos o bom senso para termos as necessidades da missão supridas, sem colocar uma corda no pescoço de ninguém. Todos os pastores que nos conhecem, no Brasil ou fora dele, recebem o Logos com confiança. O que praticamos é uma taxa chamada de manutenção que qualquer igreja pode absorver. Ela cobre gastos com as viagens, que fazemos a bordo do nosso ônibus, com toda a equipe e equipamentos, aos lugares mais remotos do país.
O que você acha que deve acontecer com a música evangélica brasileira daqui para a frente?
Não quero responder com pensamentos previsíveis, mas com desejos de alma. Eu sonho com uma música diversificada em estilos e mensagens, que atenda as reais necessidades das igrejas. Sonho com bons músicos, crentes de verdade, que rendam seus talentos ao Senhor e testemunhem com suas vidas o caráter de verdadeiros adoradores. E, finalizando, sonho com uma Igreja que permaneça fiel diante dos modismos sufocantes da falsa contextualização.
Existe alguma pessoa causando dificuldade em sua vida? Alguém que deseja “puxar o seu tapete” ou que talvez esteja invadido de inveja?
O que fazer? Se vingar? Pagar com a mesma moeda? Pedir para algum praticante de cultos afros fazer um trabalho na encruzilhada?
Quando olho para o ensino de Jesus ele me quebra, pois a proposta dele é que eu aja com amor com relação aos meus adversários.
Acho interessante e precioso o que escreveu James Smith: “Jesus não está pedindo que seus aprendizes sintam amor, mas, sim, que ajam em amor com relação a todas as pessoas, incluindo nossos inimigos”.
Sei que talvez seja algo um tanto radical para você, mas o ensino de Jesus é: ore por seus adversários e peça para que Deus abençõe a vida dele.
Comece a fazer isso e você verá que o seu coração experimentará mudanças em relação aqueles que te perseguem.
“No Reino de Deus, não precisamos de vingança, porque dispomos de um caminho melhor”- J. Smith
“Aqui está o que proponho: não revide, de jeito nenhum.Se alguém bater no seu rosto, ofereça-lhe o outro lado”- Mateus 5:39 ( Bíblia- A Mensagem)
Uma vez, Jesus vendo as multidões, subiu ao monte e se assentou, e aproximaram-se Dele seus discípulos. Aquele, era um momento de privacidade entre o Mestre e seus seguidores. O Senhor desejava ensiná-los de uma maneira próxima e íntima. Então Ele disse:
--- "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem."
É chegado o reino dos céus!
Não mais nos basta amar com acepção entre próximos e inimigos. Não basta não guardar ira apenas contra os amigos; mas amarmos até os estranhos que nos fazem mal, e por eles derramar nossas orações.
O Senhor continuou:
--- "... para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobres justos e injustos."
Ao ver a natureza precisamos perceber que o exemplo mais comovente já foi dado: cada dia, o Deus de amor agracia os piores malfeitores e injustos. Seu amor não se contém. O sol que brilha cada dia sobre nós é prova de que Deus é amor, de que o Pai celeste é misericordioso!
Não sejamos nós os intolerantes, rancorosos, desejosos de somente apressar o juízo que virá, quando Deus está se derramando em amor.
Leia: Mateus 5.43-48
O registro inicial de I Samuel 18 fala da aliança de Davi com Jônatas, filho de Saul. Ali vemos que a alma de Jônatas se ligou com a alma Davi, e Jônatas o amou como a sua própria alma. Jônatas despojou-se de sua capa e a deu a Davi, bem como a armadura, a espada, o arco e o cinto. Esta aliança e união foi importante para Davi, pois Jônatas teve participações importantes para livrar Davi das mãos de seu pai. Por Davi, Jônatas estava disposto a arriscar até mesmo a sua própria vida.
Jônatas fez tudo que lhe era possível para ajudar Davi. Quando soube que seu pai estava decidido a matar Davi, Jônatas intercedeu por ele diante do pai, mostrando-lhe que Davi nada fizera para receber este tipo de tratamento. Convencido por Jônatas, Saul voltou atrás em sua decisão. Jônatas, então, novamente trouxe Davi à presença de seu pai.
A aliança entre Jônatas e Davi
"Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha..." 1Samuel 20.17
Passado algum tempo, Saul novamente perseguiu Davi. Davi fugiu e foi a Jônatas, relatando-lhe que seu pai o perseguia e queria matá-lo. Jônatas, porém, insistiu que não era esse o coração de seu pai, pois este lhe falava tudo quanto se passava dentro dele. Desta vez, porém, Saul não falou nada a Jônatas. Davi e Jônatas, então, acertaram entre si alguns detalhes para descobrirem de fato qual era a verdadeira intenção de Saul. Ao mesmo tempo, renovaram a aliança entre eles e sua descendência. Chegando o dia determinado, estando Saul e Jônatas sentados à mesa, Jônatas apresentou-lhe o motivo de Davi não estar presente naquele momento. Acendeu-se a ira de Saul contra Jônatas por ele estar defendendo e ajudando Davi, pois para Saul, Davi era uma ameaça para a continuidade de seu reino. Saul estava preocupado em manter a sua posição e a sua monarquia, e por suas atitudes, podemos concluir que não tinha nenhum interesse pelo reino de Deus e em fazer a vontade de Deus. Suas atitudes demonstram sua imensa ambição.
O ódio de Saul chegou a tal ponto que ele tentou matar seu próprio filho Jônatas, atirando contra ele uma lança. Então Jônatas de fato entendeu que seu pai queria matar Davi, e entristeceu-se muito com isso, e naquela noite nada comeu. No dia seguinte, conforme havia combinado com Davi, foi até o campo. Ali se encontrou com Davi e lhe disse tudo o que ocorrera, e chorando juntos, despediram-se.
Jônatas era realmente amigo de Davi... ele o amava e por isso, se preocupava com Davi. Como precisamos aprender a tomar essas lições que vemos em Jônatas e aplicar em nossa vida hoje!
Para Jônatas, a amizade com Davi estava acima de tudo. Ele não estava preocupado com a continuidade do reino e não buscava seus próprios interesses. Por causa de Davi, Jônatas deixou de comer pão na noite em que seu pai ultrajou Davi. Sua preocupação e tristeza eram tão grandes, que não teve prazer algum em alimentar-se. Este é o verdadeiro jejum. Precisamos ser solidários com nossos irmãos assim como Jônatas era com Davi. Que o Senhor nos leve a amar, não de palavras, mas de fato e de verdade.
"Então se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi a Horesa e lhe fortaleceu a confiança em Deus" 1Samuel 23.16
Jônatas bem sabia que Davi era o ungido de Deus, e que mais cedo ou mais tarde o Senhor o colocaria no trono de Israel. Em 1 Samuel 20, Jônatas fez Davi prometer que usaria para com ele da bondade do Senhor e que "nem tão pouco cortarás jamais da minha casa a tua bondade: nem ainda quando o Senhor desarraigar da terra a todos os inimigos de Davi". Davi realmente cumpriu essa promessa. Depois que Saul e Jônatas morreram, Davi passou a reinar. Tão logo seus inimigos foram derrotados, ele disse: "Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul, para que eu use de bondade para com ele, por amor de Jônatas?(2 Samuel 9.1). Assim que soube da existência de um filho de Jônatas, Davi mandou chamá-lo e disse-lhe que usaria de bondade para com ele, restituindo-lhe todas as terras de Saul; além disso, ele também deveria sempre assentar-se à mesa de Davi para comer.
Essa é mais uma atitude de Davi que contrasta com as atitudes de Saul. Saul era um homem inconstante, que não se importava em cumprir ou não com as suas palavras. Mais de uma vez Saul prometeu que não mataria Davi; todavia, pouco tempo depois voltava a persegui-lo, demonstrando assim que não era digno de confiança. Diante desses dois tipos de pessoa, precisamos considerar nossa condição: nossas atitudes têm demonstrado que somos pessoas confiáveis ou será que temos prometido muito e cumprido pouco? Se duvidamos da nossa capacidade de cumprir o que prometemos, é melhor não prometer nada. Seja qual for a nossa situação atual, o rei Davi continua sendo um exemplo positivo, pois ele era um homem segundo o coração de Deus. Se nós também desejamos agradar a Deus, temos que nos humilhar diante Dele, reconhecendo nossos erros, pedindo perdão e que sejamos sempre pessoas que cumprem o que prometem.
Jônatas
"Quanto àquilo de que eu e tu falamos, eis que o Senhor está entre mim e ti para sempre" 1Samuel 20.23
Quando lemos a história de Saul e Davi, espontaneamente nos apegamos a Davi, porque desde a sua juventude ele foi alguém muito especial. Davi amava a Deus, e além de confiar, tinha intimidade com Ele. É por isso que no registro de sua vida, com facilidade, percebemos que Davi buscava os interesses de Deus, e Deus cuidava dos interesses de Davi. É claro que Davi também tinha falhas, mas, ainda assim, era um cooperador de Deus, pois O amava.
De Saul nos agrada recordar o início humilde; todo o restante de sua vida nos serve de advertência, e realmente precisamos temer trilhar seu caminho de soberba e desobediência, que o levou para longe de Deus.
Entre Davi e Saul encontramos alguém também muito especial -- Jônatas. Ele era filho do rei, mas seu coração apegou-se a Davi. Por um lado, como um israelita seguidor dos mandamentos de Deus, Jônatas honrava seu pai; por outro, ele sabia que Davi era o ungido de Deus, escolhido para reinar sobre Israel, e fez tudo o que lhe estava ao alcance para defender Davi do ódio de Saul. A posição de Jônatas era realmente delicada, e talvez somente estando no lugar dele conseguiríamos entender os conflitos que ele deve ter enfrentado. A amizade existente entre ele e Davi nos comove e nos faz recordar as cartas de João que, especialmente, nos descrevem a prática do amor fraternal que deve existir entre todos os filhos de Deus.
O fato de Jônatas fazer uma aliança com Davi a respeito de sua vida e de seus descendentes, indica que Jônatas conhecia bem Davi; e o fato de Davi cumprir a aliança, usando de bondade para com os descendentes de Saul, "por amor de Jônatas", confirma que ele não amava de palavra nem de língua, mas de fato e de verdade.
Seu João era inegavelmente apaixonado pelo que fazia. O amor com que cuidava das plantas e flores fazia dele o melhor jardineiro da cidade. Amava tanto as plantas, que não podia ver nenhuma que estivesse seca sem que fosse providenciar rapidamente um pouco de água para regá-la. Ao sair de casa para cuidar de algum jardim, já levava um regador cheio de água para molhar alguma planta pelo caminho. Sempre que o fazia, seu coração e seu rosto se enchiam de alegria.
Os cristãos deveriam ser como seu João. Cada um de nós, em maior ou menor intensidade, por vezes sente-se espiritualmente seco, sedento. Nesse momento necessitamos da água viva, do Espírito Santo alcançando-nos. Uma planta seca não necessita de exortações acerca de sua situação; necessita simplesmente de água. Do mesmo modo, quando alguém se sente espiritualmente seco, palavras de correção ou admoestação não o ajudarão muito, pois necessita da água viva que sacia, refrigera e flui por meio do Espírito Santo.
Que o Senhor nos faça como o seu João: por amarmos aos irmãos, possamos ser seus constantes regadores, carregando sempre com a gente palavras cheias de vida, que saciam os sedentos... e nosso coração ficará cheio de alegria!